HQ NO MUNDO
 
  
 
17/01/2007

Jeff Smith fala sobre sua mini do Capitão Marvel

O Capitão Marvel era o super-herói de maior popularidade nos Estados Unidos nos anos 1940, mas o tempo foi passando e o personagem teve dificuldades para agradar os leitores nos últimos anos. Personagens que antes eram seus coadjuvantes, como Adão Negro, têm recebido mais destaque do que o próprio Marvel, que tem sido deixado relativamente de lado.

Mas a DC Comics resolveu trazê-lo de volta aos holofotes com a mini-série em quatro edições Shazam: The Monster Society of Evil, escrita e desenhada por Jeff Smith, criador da premiada história em quadrinhos Bone. Com o primeiro número programado para ser lançado em fevereiro, Smith falou um pouco sobre sua história fora de continuidade que reapresenta o Capitão Marvel aos leitores de hoje.

O artista disse ter sido convidado pela DC Comics quando se aproximava do fim de sua série (que produziu e publicou de maneira independente), e aceitou apenas porque se tratava do Capitão Marvel, personagem do qual é fã e que acredita não ter sido “contaminado” pela atmosfera amarga que predomina nos atuais quadrinhos de super-herói.

Apesar de apresentar a origem do personagem, não deixando perdidos, assim, os leitores de primeira viagem, a história é focada na Monster Society of Evil. Tal sociedade apareceu pela primeira vez nas histórias do personagem na Era de Ouro, e a trama que protagonizava durou de 1942 a 1945. “Finalmente a li, e é bastante divertido. Cheio de códigos secretos e monstros. É meio brega e tola para os padrões de hoje, mas era algo no qual eu podia basear minha história”, disse Smith.

“Usei a base da história original”, continua o artista, “em que uma voz vinda dos céus diz: ‘Eu sou o Sr. Cérebro. E eu formei a Monster Society of Evil para destruir o mundo e o Capitão Marvel’. Isso também acontece na minha história. Daí, peguei vários dos monstros que apareciam nos quadrinhos de 1940. Também há o Dr. Silvana, que no original desempenha um papel menor, mas na minha trama é o equivalente a um Lex Luthor, ou coisa do gênero.”

Mas segundo Smith, a verdadeira história contada em sua mini-série é a do alter-ego do Capitão Marvel, Billy Batson. Para o artista, esse aspecto do personagem é tão importante, senão mais, quanto a sua faceta heróica. Batson é um menino órfão e sem-teto, assim como nos anos 1940. Mas na história de Smith, ele descobre que tem uma irmã e parte em uma jornada para encontrá-la. Assim, este é não apenas um conto sobre o bem contra o mal, mas uma história sobre o amadurecimento de Billy.

O artista também afirmou que, apesar de ter se baseado um pouco no estilo de desenho da Era de Ouro (tendo citado como referência os desenhos animados do Superman produzidos na época), não é sua intenção fazer uma HQ retrô. Além disso, foi a primeira vez que Smith fez seus desenhos pensando em colorizá-los (Bone é toda em preto-e-branco, sendo sua versão colorida produzida pela editora Scholastic). Procurou, na arte como um todo, uma combinação de sensação cinematográfica e estilo de animação.

Smith finalizou dizendo ser um grande prazer trabalhar com um personagem que se enraizou tão profundamente no imaginário popular, não apenas dos Estados Unidos, mas de diversos outros países ao redor do mundo ocidental. “Vi que em A Hard Days Night [filme dos Beatles que mistura documentário e ficção], Paul McCartney vira a câmera certa hora e grita Shazam! A palavra tem um significado, e todo mundo a conhece.”


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