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19/08/2015
REVIEW - DVD: SAMURAI X - O FIM DE UMA LENDA
 
 
Samurai X - O Fim de uma Lenda
 
 
 
 
 
 
 
 


Assim como o primeiro filme, as duas continuações chegaram ao Brasil sem muito auê. Justamente por isso, muita gente nem tomou conhecimento dos filmes, principalmente aqueles que não possuem o Netflix, já que os filmes estão disponíveis pelo serviço de streaming. Lógico que isso não se aplica aos antigos fãs de Rurouni Kenshin, pois estes já sabiam dos filmes bem antes de seu lançamento. Porém, para aqueles que não costumavam acompanhar a história do personagem ou simplesmente o desconheciam, mal sabem o que estão perdendo.

Fato é que a trilogia é muito boa. Mesmo! Talvez a melhor adaptação live action de um mangá/anime já feita. Tudo está lá, a exceção do sangue e do humor, que ficaram bastante atenuados na tela. Em relação ao humor, ele é quase ausente em Samurai X - O Fim de uma Lenda (Rurouni Kenshin: Densetsu no Saigo-hen), terceiro e último filme, que não por acaso, é o mais tenso, dramático e violento da série. O foco é todo centrado na ascensão e redenção de Kenshin, que sofreu algumas derrotas no filme anterior e agora precisa se redescobrir e expurgar seus demônios internos. Mesmo porque, os novos desafios que ele tem pela frente são ainda mais árduos, quase impossíveis. Mas praticamente nada é capaz de desmotivar Kenshin.

Nesta sua jornada, ele vai ao encontro de seu antigo mestre, Hiko Seijuro, pois sabe que vai precisar de ajuda para melhorar sua técnica se quiser vencer Shishio Makoto e seu braço direito Seta Soujirou, para quem Kenshin perdeu um confronto no filme anterior e teve sua backblade cortada ao meio. E Kenshin sabe de sua responsabilidade para deter o avanço das tropas de Shishio na tentativa de derrubar o novo governo e instaurar um império ditatorial de pura violência.

A qualidade deste filme se mantém em relação aos anteriores, com uma excelente galeria de vilões, todos muito bem caracterizados, com personalidades fortes e estilos de luta bem definidos. As cenas de luta, aliás, são um show à parte. Sempre muito ágeis e sem a utilização dos vertiginosos recursos de câmera em constante movimentos ultrarrápidos, muito empregados nos atuais filmes de Hollywood, como Transformers e Vingadores: Era de Ultron. Praticamente todos os diálogos possuem relevância e profundidade, levam à reflexão e contribuem para o desenvolvimento da trama, ao invés de servirem como mero interlúdio entre a pancadaria, como é costumeiro nos filmes de ação produzidos na meca do cinema norte-americano.

Como ponto negativo dos filmes, principalmente desta última parte, é o uso excessivo dos recursos dramáticos, que em diversos momentos beiram ao exagero e causam certo constrangimento, como nas cenas em que Kenshin enfrenta Aoshi Shinomori e, mais tarde, Shishio. Os excessos são cometidos ao final de praticamente todos os combates, com um dramalhão que se estende a ponto de nos fazer lembrar das famosas novelas mexicanas vespertinas.

De resto, um filme de ação que vale cada minuto (ou quase).

Elenco: Takeru Sato, Emi Takei, Munetaka Aoki, Kaito Ōyagi, Tatsuya Fujiwara, Ryunosuke Kamiki, Yû Aoi, Maryjun Takahashi, Yūsuke Iseya, Tao Tsuchiya, Yōsuke Eguchi, Min Tanaka, Masaharu Fukuyama. Direção: Keishi Ohtomo.

Veja também:
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- Review de Samurai X – O Filme
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