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24/09/2015
REVIEW - HQ: HOMEM-ARANHA - AZUL
 
 
Homem-Aranha: Azul
 
 
 
 
 
 
 
 


Se você não está beirando os 50 anos, muito provavelmente não leu a morte de Gwen Stacy na época de sua publicação, em junho e julho de 1973, meses em que foram lançadas as revistas The Amazing Spider-Man #121 e #122, consideradas entre as mais importantes de toda a história da Marvel Comics. Com roteiros de Gerry Conway e desenhos de Gil Kane, “The Night that Gwen Stacy Died” e a conclusão “The Goblin Last Stand” trouxeram a maior reviravolta da vida de Peter Parker, que nunca superou por completo o trauma vivido. O impacto foi tão grande que, de certa forma, decretou o fim da inocência nos quadrinhos de super-heróis e marcou a transição da Era de Prata para a Era de Bronze, que trouxe diversos avanços e maturidade artística para os populares quadrinhos norte-americanos.

Quase 30 anos depois, a Casa das Ideias convidou dois importantes artistas para criarem um tributo em memória da segunda e talvez mais importante namorada de Peter Parker. Com a magnífica dupla Jeph Loeb (roteiros) e Tim Sale (desenhos) à frente do projeto, com experiência de sobra e muitos trabalhos realizados em conjunto, era de se esperar que o resultado ficaria à altura da homenagem. O resultado saiu em seis edições, publicadas de julho de 2002 a abril de 2003. Além de Homem-Aranha: Azul, a dupla criou outras três minisséries: Demolidor: Amarelo, Hulk: Cinza e Capitão América: Branco, todas com a proposta de revitalizar momentos importantes do início da carreira de cada um dos heróis em questão. E todas, é claro, foram muito bem-sucedidas.

Homem-Aranha: Azul possui um tom nostálgico (Sale buscou refletir os traços de John Romita Sr.), por vezes pueril e quase sempre otimista, provavelmente para contrastar com os acontecimentos que sabemos que estão por vir, já que a história mostra os primeiros contatos entre Peter e Gwen, ainda estudantes prestes a se apaixonarem. Só que, entre eles, de um lado há o presunçoso Flash Thompson, que investe incessantemente em Gwen, a mais bela da turma; e por outro, há Mary Jane, que apesar do apreço quase paranoico pela popularidade, nutre verdadeira paixão por Peter, o modesto sortudo do pedaço.

A edição traz diversas referências ao passado do Homem-Aranha, com velhos de seus conhecidos dando as caras, como Rino, Crocodilo, Abutre, Kraven e algumas breves aparições. É divertido rever o Aracnídeo penando para pagar contas e tendo que engolir a seco as toeladas de asneiras que saquem da boca de J. Jonah Jameson.

Gwen jamais esteve tão bela quanto no traço de Sale, e os textos de Loeb carregam a história de paixão e carregam o final com uma melancólica saudade da loirinha que marcou para sempre o coração do Amigão da Vizinhança.

Homem-Aranha: Azul (Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel Vol. 25) - 160 páginas - formato 17 x 26 cm - R$ 34,90 - lançado em maio de 2015 – Editora Salvat do Brasil (coleção prevista para ter 60 volumes).

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